A Noite em que Ouvi Minha Própria Voz no Quarto ao Lado
Era tarde, a casa estava vazia. Ou deveria estar. Quando ouvi minha própria voz chamando meu nome da outra sala, o celular caiu da minha mão. Fui até a porta devagar, com o coração saindo pela garganta. A voz continuou, repetindo meu nome, com a minha entonação exata — pausas onde eu pausaria, ênfase onde eu enfatizaria. Abri a porta. Não havia ninguém. A janela do quarto ao lado estava fechada por dentro.
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Os detalhes que não cabem neste resumo são os que mais perturbam. Há uma lógica interna naquilo que foi descrito — uma sequência que, quando você começa a enxergar, não consegue mais ignorar.